Jean-Luc Dauvergne, auteur de plusiers ouvrages d'initiation à l'observation du ciel, a commenté ainsi L'Image du monde, des Babyloniens à Newton pour le site de la revue Ciel et Espace
Ciel et Espace Lecture
"Cet ouvrage [L'Image du Monde des Babyloniens à Newron] retrace l'évolution des représentations du monde de l'Antiquité jusqu'à Newton. Accessible et éclairé par un regard historique, scientifique et philosophique, il constitue une bonne synthèse. Il complète L'image du monde, de Newton à Einstein, sorti en 2005."
Jean-Luc Dauvergne
mercredi 14 juillet 2010
dimanche 23 mai 2010
Bem escrito e emocionante
Uma amiga, Ana Lagoa, após haver jogado fora papeis acumulados antes de mudar de casa, escreveu-me:
Para mudar no sábado para Teresópolis, estou há 4 dias rasgando agendas antigas desde 1996.
Fui das mais recentes para trás. Achei as primeiras pautas da Futura, as reuniões na Teleducação, o JB (99, uma agenda cheia). Agorinha terminei. Na de 1996.
Lá estão todas as sementes do que me tornei e o que fiz.
Estão as fontes de educação que reuni para a assessoria da TV. E no telejornal de educação que fazia naquele ano.
Tem listas e listas de providencias estratégicas e operacionais, e eu nem chamava disso.
Estava tudo ali já delineado, o perfil de coordenação, de gestão. O fazer do jornalismo educativo na TV, as deficiências encontradas; as sugestões, os conflitos de vaidades. Tudo está ali e vai num crescendo ano após ano e depois vai num decrescendo.
As agendas vão ficando vazias, esmorecendo, perdendo o elã pelos temas, pelos encontros, pelas fontes.
Nomes se repetem, temas retornam como num ciclo sem viço.
Os cenários, pessoas e pautas seguem as mesmas, mas eu ia mudando nesses 14 anos e me tornando o que sou hoje.
Há poemas também, e um deles fala sobre pessoas que limpam palavras.
Há pobres que limpam chão.
Eu limpo palavras.
Gastei nisso a vida:
Limpando palavras dos outros.
Durmo com meus sonhos
Meus pensamentos
Minhas próprias palavras
Pois elas não têm preço no mercado"
(25 de julho de 1996)
Pouco antes de completar 14 anos, encerrei a carreira de limpar palavras. Talvez agora possa acordar e escrever as minhas, mesmo que não tenham preço. Já não importa ter ou não preço.
Para mudar no sábado para Teresópolis, estou há 4 dias rasgando agendas antigas desde 1996.
Fui das mais recentes para trás. Achei as primeiras pautas da Futura, as reuniões na Teleducação, o JB (99, uma agenda cheia). Agorinha terminei. Na de 1996.
Lá estão todas as sementes do que me tornei e o que fiz.
Estão as fontes de educação que reuni para a assessoria da TV. E no telejornal de educação que fazia naquele ano.
Tem listas e listas de providencias estratégicas e operacionais, e eu nem chamava disso.
Estava tudo ali já delineado, o perfil de coordenação, de gestão. O fazer do jornalismo educativo na TV, as deficiências encontradas; as sugestões, os conflitos de vaidades. Tudo está ali e vai num crescendo ano após ano e depois vai num decrescendo.
As agendas vão ficando vazias, esmorecendo, perdendo o elã pelos temas, pelos encontros, pelas fontes.
Nomes se repetem, temas retornam como num ciclo sem viço.
Os cenários, pessoas e pautas seguem as mesmas, mas eu ia mudando nesses 14 anos e me tornando o que sou hoje.
Há poemas também, e um deles fala sobre pessoas que limpam palavras.
Há pobres que limpam chão.
Eu limpo palavras.
Gastei nisso a vida:
Limpando palavras dos outros.
Durmo com meus sonhos
Meus pensamentos
Minhas próprias palavras
Pois elas não têm preço no mercado"
(25 de julho de 1996)
Pouco antes de completar 14 anos, encerrei a carreira de limpar palavras. Talvez agora possa acordar e escrever as minhas, mesmo que não tenham preço. Já não importa ter ou não preço.
dimanche 18 avril 2010
Xingu Vivant pour toujours / Xingu Vivo para sempre
Voici un appel en extrême urgence du Mouvement Xingu Vivant pour Toujours (Movimento Xingu Vivo para sempre), un appel à la résistance au projet dévastateur de construction d’un barrage à Altamira, en pleine cœur de la forêt amazonienne, barrage qui entraînera la submersion de centaines de milliers d’hectares de forêt, la disparition de nombreuses espèces de poissons migrateurs, l’anéantissement de plusieurs villages et tribus indigènes. Tout cela uniquement pour satisfaire l’appétit de certaines entreprises voraces en énergie, prédatrices de la nature, qui ne voient la noblesse que là où resplendit l’argent.
Les peuples du Xingu comptent sur nous. Merci de diffuser leur appel et d’envoyer une lettre de protestation au président de la République du Brésil.
Pour plus d’informations en français, vous pouvez vous reporter au site : http://www.icrainternational.org/urgence/374
Pour signer la pétition ci-dessous :
http://www.aldeah.org/fr/signez-petition-contre-catastrophe-annoncee-pour-rio-xingu-amazonie-bresilienne
A l’Excellentissime Président de la République du Brésil
Monsieur Luis Inácio Lula da Silva
Excellentissime Monsieur Le Président,
Nous souhaitons exprimer, avec un caractère d’urgence absolue, notre désaccord avec la construction du barrage hydroélectrique de Belo Monte, sur le rio Xingu, au coeur de l’Amazonie brésilienne.
Nous sommes solidaires des peuples indigènes, des populations traditionnelles et des centaines de personnes qui depuis 1989, à Altamira, s’expriment contre la construction de ce barrage.
Nous ne pouvons être d’accord avec cette décision désastreuse qui:
- se propose de détruire quasi 1000 km2 de biodiversité, déchirant la forêt par des chantiers de travaux et de routes, déboisant et inondant les terres;
- va ouvrir la porte à la destruction de l’exceptionnelle diversité culturelle existante dans la région, qui réunit plus de dix ethnies, trois troncs linguistiques, y compris des langues menacées d’extinction, ainsi que des populations traditionnelles et quilombolas;
- va détruire le travail au total de plus de 30 000 personnes dont les maisons et terres seront inondées;
- - va détruire les ressources de pêche sur plus de 100 km du fleuve Xingu, en aval du barrage, et éteindre des espèces de poissons migratoires et quelônios;
- va provoquer une augmentation des maladies comme la malaria, la leishmaniose et des arboviroses inconnues. En plus des risques d’arboviroses, des études indiquent que la prolifération de moustiques agressifs mènera à l’apparition de véritables invasions, plus graves que celles qui sont apparues au barrage de Tucuruí;
- va enterrer ou inonder plus de 100 sites archéologiques et diverses cavernes;
- va introduire au cœur de la forêt plus de 50 000 personnes, travailleurs migrants, avec et sans emploi, qui après les travaux avanceront dans le territoire, provoquant davantage de déforestation et de destruction;
Et il y a plus, Monsieur Le Président: est annoncée la vente de l’usine hydroélectrique, sans la licence environnementale prévue par la loi et sans entendre les populations indigènes, comme le prévoit la Constitution brésilienne, dont votre Excellence est le principal gardien.
Monsieur le Président, nous constatons que le gouvernement n’évalue pas correctement la dimension de désastre socio-environnemental et de dégâts politiques, au niveau national et international, qui découleront de cette décision inconséquente, qui méprise les peuples de la forêt, les citoyens brésiliens conscients et la responsabilité environnementale.
Nous ne pouvons accepter que le gouvernement réalise cette oeuvre pharaonique pour servir les intérêts de groupes, au détriment de milliers de personnes qui habitent le long du Xingu.
Nous réclamons que Votre Excellence décide et annonce à la Nation et au Monde que votre gouvernement ne pactise pas avec les intérêts et lobbies préjudiciables au patrimoine social et environnemental du Peuple Brésilien. Nous réclamons que Votre Excellence soutienne le développement durable de la région, avec une responsabilité sociale, économique et écologique. Les Peuples du Xingu ne veulent pas la destruction de leur rivière et de leurs richesses. Ils veulent un Xingu vivant pour toujours.
-------------------------------------------------------
Ao Excelentíssimo Presidente da República do Brasil
Senhor Luis Inácio Lula da Silva.
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Vimos expressar, em caráter de absoluta urgência, o nosso inconformismo com a construção da barragem de Belo Monte, no Rio Xingu, no coração da Amazônia Brasileira.
Estamos solidários aos povos indígenas, às populações tradicionais e às centenas de pessoas que, desde 1989, em Altamira, manifestam-se contra a construção desta Barragem.
Não podemos concordar com esta desastrosa decisão que:
- pretende destruir quase 1 mil km² de biodiversidade, rasgando a floresta com canteiros de obras e estradas, desmatando e inundando terras;
- vai abrir a porta para a destruição da excepcional diversidade cultural existente na região, que reúne mais de 10 etnias, três troncos lingüísticos, inclusive com línguas ameaçadas de extinção, além de populações tradicionais e quilombolas;
- vai destruir o trabalho acumulado de mais de 30 mil pessoas que terão suas casas e suas terras inundadas;
- vai destruir os recursos pesqueiros de mais de 100 km do rio Xingu, à jusante da barragem, além de extinguir espécies de peixes migratórios e quelônios;
- vai provocar aumento de doenças, como a malária, a leishmaniose e arboviroses desconhecidas. Além dos riscos das arboviroses, estudos indicam que a proliferação de mosquitos agressivos, levará ao aparecimento de verdadeiras pragas, mais graves do que as ocorridas na Hidrelétrica de Tucuruí;
- vai soterrar ou inundar mais de 100 sítios arqueológicos e diversas cavernas;
- vai introduzir no coração da floresta mais de 50 mil pessoas, trabalhadores migrantes, com e sem emprego, que depois da obra avançarão pelo território, provocando mais desmatamento e destruição.
E tem mais, Senhor Presidente: - que anuncia o leilão da usina hidrelétrica, sem a licença ambiental prevista por lei e sem ouvir as populações indígenas, como reza a Constituição Brasileira, da qual Vossa Excelência é o principal guardião.
Senhor Presidente, constatamos que o governo não está avaliando corretamente a dimensão do desastre socioambiental e do desgaste político, nacional e internacional, que decorrerão desta inconseqüente decisão, que despreza os Povos da Floresta, os cidadãos brasileiros conscientes e a responsabilidade ambiental.
Não podemos aceitar que o governo faça essa obra faraônica para atender interesses de grupos, em detrimento de milhares de pessoas que moram ao longo do Xingu.
Conclamamos Vossa Excelência a decidir e anunciar à Nação e ao mundo que o seu Governo não compactua com interesses e lobbies lesivos ao patrimônio social e ambiental do Povo Brasileiro. Conclamamos Vossa Excelência a apoiar o desenvolvimento sustentável da Região, com responsabilidade social, econômica e ecológica. Os Povos do Xingu não querem a destruição de seu rio e de suas riquezas. Querem um Xingu Vivo para Sempre!
Les peuples du Xingu comptent sur nous. Merci de diffuser leur appel et d’envoyer une lettre de protestation au président de la République du Brésil.
Pour plus d’informations en français, vous pouvez vous reporter au site : http://www.icrainternational.org/urgence/374
Pour signer la pétition ci-dessous :
http://www.aldeah.org/fr/signez-petition-contre-catastrophe-annoncee-pour-rio-xingu-amazonie-bresilienne
A l’Excellentissime Président de la République du Brésil
Monsieur Luis Inácio Lula da Silva
Excellentissime Monsieur Le Président,
Nous souhaitons exprimer, avec un caractère d’urgence absolue, notre désaccord avec la construction du barrage hydroélectrique de Belo Monte, sur le rio Xingu, au coeur de l’Amazonie brésilienne.
Nous sommes solidaires des peuples indigènes, des populations traditionnelles et des centaines de personnes qui depuis 1989, à Altamira, s’expriment contre la construction de ce barrage.
Nous ne pouvons être d’accord avec cette décision désastreuse qui:
- se propose de détruire quasi 1000 km2 de biodiversité, déchirant la forêt par des chantiers de travaux et de routes, déboisant et inondant les terres;
- va ouvrir la porte à la destruction de l’exceptionnelle diversité culturelle existante dans la région, qui réunit plus de dix ethnies, trois troncs linguistiques, y compris des langues menacées d’extinction, ainsi que des populations traditionnelles et quilombolas;
- va détruire le travail au total de plus de 30 000 personnes dont les maisons et terres seront inondées;
- - va détruire les ressources de pêche sur plus de 100 km du fleuve Xingu, en aval du barrage, et éteindre des espèces de poissons migratoires et quelônios;
- va provoquer une augmentation des maladies comme la malaria, la leishmaniose et des arboviroses inconnues. En plus des risques d’arboviroses, des études indiquent que la prolifération de moustiques agressifs mènera à l’apparition de véritables invasions, plus graves que celles qui sont apparues au barrage de Tucuruí;
- va enterrer ou inonder plus de 100 sites archéologiques et diverses cavernes;
- va introduire au cœur de la forêt plus de 50 000 personnes, travailleurs migrants, avec et sans emploi, qui après les travaux avanceront dans le territoire, provoquant davantage de déforestation et de destruction;
Et il y a plus, Monsieur Le Président: est annoncée la vente de l’usine hydroélectrique, sans la licence environnementale prévue par la loi et sans entendre les populations indigènes, comme le prévoit la Constitution brésilienne, dont votre Excellence est le principal gardien.
Monsieur le Président, nous constatons que le gouvernement n’évalue pas correctement la dimension de désastre socio-environnemental et de dégâts politiques, au niveau national et international, qui découleront de cette décision inconséquente, qui méprise les peuples de la forêt, les citoyens brésiliens conscients et la responsabilité environnementale.
Nous ne pouvons accepter que le gouvernement réalise cette oeuvre pharaonique pour servir les intérêts de groupes, au détriment de milliers de personnes qui habitent le long du Xingu.
Nous réclamons que Votre Excellence décide et annonce à la Nation et au Monde que votre gouvernement ne pactise pas avec les intérêts et lobbies préjudiciables au patrimoine social et environnemental du Peuple Brésilien. Nous réclamons que Votre Excellence soutienne le développement durable de la région, avec une responsabilité sociale, économique et écologique. Les Peuples du Xingu ne veulent pas la destruction de leur rivière et de leurs richesses. Ils veulent un Xingu vivant pour toujours.
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Ao Excelentíssimo Presidente da República do Brasil
Senhor Luis Inácio Lula da Silva.
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Vimos expressar, em caráter de absoluta urgência, o nosso inconformismo com a construção da barragem de Belo Monte, no Rio Xingu, no coração da Amazônia Brasileira.
Estamos solidários aos povos indígenas, às populações tradicionais e às centenas de pessoas que, desde 1989, em Altamira, manifestam-se contra a construção desta Barragem.
Não podemos concordar com esta desastrosa decisão que:
- pretende destruir quase 1 mil km² de biodiversidade, rasgando a floresta com canteiros de obras e estradas, desmatando e inundando terras;
- vai abrir a porta para a destruição da excepcional diversidade cultural existente na região, que reúne mais de 10 etnias, três troncos lingüísticos, inclusive com línguas ameaçadas de extinção, além de populações tradicionais e quilombolas;
- vai destruir o trabalho acumulado de mais de 30 mil pessoas que terão suas casas e suas terras inundadas;
- vai destruir os recursos pesqueiros de mais de 100 km do rio Xingu, à jusante da barragem, além de extinguir espécies de peixes migratórios e quelônios;
- vai provocar aumento de doenças, como a malária, a leishmaniose e arboviroses desconhecidas. Além dos riscos das arboviroses, estudos indicam que a proliferação de mosquitos agressivos, levará ao aparecimento de verdadeiras pragas, mais graves do que as ocorridas na Hidrelétrica de Tucuruí;
- vai soterrar ou inundar mais de 100 sítios arqueológicos e diversas cavernas;
- vai introduzir no coração da floresta mais de 50 mil pessoas, trabalhadores migrantes, com e sem emprego, que depois da obra avançarão pelo território, provocando mais desmatamento e destruição.
E tem mais, Senhor Presidente: - que anuncia o leilão da usina hidrelétrica, sem a licença ambiental prevista por lei e sem ouvir as populações indígenas, como reza a Constituição Brasileira, da qual Vossa Excelência é o principal guardião.
Senhor Presidente, constatamos que o governo não está avaliando corretamente a dimensão do desastre socioambiental e do desgaste político, nacional e internacional, que decorrerão desta inconseqüente decisão, que despreza os Povos da Floresta, os cidadãos brasileiros conscientes e a responsabilidade ambiental.
Não podemos aceitar que o governo faça essa obra faraônica para atender interesses de grupos, em detrimento de milhares de pessoas que moram ao longo do Xingu.
Conclamamos Vossa Excelência a decidir e anunciar à Nação e ao mundo que o seu Governo não compactua com interesses e lobbies lesivos ao patrimônio social e ambiental do Povo Brasileiro. Conclamamos Vossa Excelência a apoiar o desenvolvimento sustentável da Região, com responsabilidade social, econômica e ecológica. Os Povos do Xingu não querem a destruição de seu rio e de suas riquezas. Querem um Xingu Vivo para Sempre!
mercredi 31 mars 2010
Un peu d'humour
Petites annonces de Pierre DAC
RENCONTRES
- Astronaute recherche femme lunatique.
- Artificier cherche femme canon.
- Sourd rencontrerait sourde pour trouver terrain d'entente.
- Jeune homme désintéressé épouserait jeune fille laide méme fortunée.
- Abeille épouserait frelon. Lune de miel assurée.
EMPLOI
- Metteur en scène cherche nain pour rôle dans court métrage.
- On recherche deux hommes de paille (1 grand, 1 petit) pour tirage au sort.
- Cannibale mélomane cherche travail dans opéra-bouffe.
- Offre bonne place de gardien de vaches. Paiement par traites.
- Inventeur produit amaigrissant cherche grossiste.
ACHAT - VENTE
- Cause fausse alerte, vends cercueil en ébéne, jamais servi.
- Chien à vendre : mange n'importe quoi. Adore les enfants.
- A vendre robe de mariée portée une seule fois par erreur.
SERVICES
- Analphabète ? Ecrivez-nous dés aujourd'hui pour obtenir une brochure gratuite sur nos formations accélérées.
DIVERS
- Homme sans histoires recherche éditeur pour devenir écrivain.
- Souffrant d'insomnies, échangerais matelas de plumes contre sommeil de plomb.
- Échangerais voiture de sport endommagée contre chaise roulante en bon état.
- Perdu partie haute d'un dentier. Merfi de le reftituer à fon propriétaire auffitôt que poffible.
RENCONTRES
- Astronaute recherche femme lunatique.
- Artificier cherche femme canon.
- Sourd rencontrerait sourde pour trouver terrain d'entente.
- Jeune homme désintéressé épouserait jeune fille laide méme fortunée.
- Abeille épouserait frelon. Lune de miel assurée.
EMPLOI
- Metteur en scène cherche nain pour rôle dans court métrage.
- On recherche deux hommes de paille (1 grand, 1 petit) pour tirage au sort.
- Cannibale mélomane cherche travail dans opéra-bouffe.
- Offre bonne place de gardien de vaches. Paiement par traites.
- Inventeur produit amaigrissant cherche grossiste.
ACHAT - VENTE
- Cause fausse alerte, vends cercueil en ébéne, jamais servi.
- Chien à vendre : mange n'importe quoi. Adore les enfants.
- A vendre robe de mariée portée une seule fois par erreur.
SERVICES
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DIVERS
- Homme sans histoires recherche éditeur pour devenir écrivain.
- Souffrant d'insomnies, échangerais matelas de plumes contre sommeil de plomb.
- Échangerais voiture de sport endommagée contre chaise roulante en bon état.
- Perdu partie haute d'un dentier. Merfi de le reftituer à fon propriétaire auffitôt que poffible.
samedi 13 février 2010
La course à la longitude
jeudi 11 février 2010
Lettre d’une femme courageuse
Extraits de la lettre de Djemila Benhabib (auteure de Ma vie à contre-Coran : une femme témoigne sur les islamistes) lue au Palais du Luxembourg, le 13 novembre 2009, lors de la journée "Femmes debout", organisée par Femmes Solidaires et la Ligue du Droit International des Femmes. Cette lettre fut lue devant les sénateurs et le député-maire PCF de Vénissieux, André Gerin, président de la Mission d’information parlementaire sur le port de la burka.
« Chers amis,
« Merci mille fois de ce grand honneur que vous me faites, aujourd'hui, de me consacrer parmi les Femmes debout et de permettre à ma voix, celle d'une femme de culture musulmane féministe et laïque de résonner dans cette prestigieuse institution de la République. Merci à vous, mes amies de Femmes solidaires et de la Ligue du droit international des femmes pour votre travail acharné, permanent et indispensable que ce soit dans les quartiers, auprès des femmes victimes de violences et discriminations, des sans papiers ou encore au sein des politiques et des instances onusiennes. […]
« Voilà encore quelques années, je n'aurais jamais imaginé que ma vie de femme, que ma vie de militante serait si intimement liée au féminisme et à la laïcité. Je vous surprendrai peut-être en vous avouant que je ne suis pas devenue féministe en tournant les pages du Deuxième Sexe, ni en me plongeant dans ce magnifique roman d'Aragon, Les Cloches de Bâle, où il était question entre autres de Clara Zetkin et de Rosa Luxembourg, deux figures de proue du féminisme et de la paix dans le monde. Je ne suis pas devenue laïque en m'abreuvant de Spinoza, de Ibn Al-Arabi, de Descartes, de Ibn Khaldoun, ou de Voltaire, mon maître. Absolument pas.
« J'aurais pu tourner mon regard ailleurs pour me perdre dans cette enfance si heureuse que j'ai eue dans une famille généreuse, cultivée, ouverte sur le monde et sur les autres, profondément engagée pour la démocratie et la justice sociale. […] J'ai choisi de voir et d'écouter d'abord avec mes yeux et mes oreilles d'enfant. Plus tard, j'ai choisi de dire les aspirations de toutes ces femmes qui ont marqué ma vie pour que plus jamais, plus aucune femme dans le monde, n'ait honte d'être femme. […]
« En 1984, l 'Algérie adopte un code de la famille inspiré de la charia islamique. J'ai 12 ans à cette époque. Brièvement, ce code exige de l'épouse d'obéir à son mari et à ses beaux-parents, permet la répudiation, la polygamie, destitue la femme de son autorité parentale, permet à l'époux de corriger sa femme et en matière d'héritage comme de témoignage, l'inégalité est érigée en système puisque la voix de deux femmes équivaut à celle d'un homme tout comme les parts d'héritage.
[…]
« Pour ce qui est de la laïcité, j'ai compris sa nécessité lorsque, au tout début des années 1990, le Front islamique du salut (FIS) a mis à genoux mon pays l'Algérie par le feu et par le sang en assassinant des milliers d'Algériens. Aujourd'hui, on est forcé de constater que les choses n'ont pas tellement changé.
« Trop de femmes dans le monde se font encore humilier, battre, violenter, répudier, assassiner, brûler, fouetter et lapider. Au nom de quoi ? De la religion, de l'islam en l'occurrence et de son instrumentalisation. Pour refuser un mariage arrangé, le port du voile islamique ou encore pour avoir demandé le divorce, porté un pantalon, conduit une voiture et même avoir franchi le seuil de la porte sans la permission du mâle, des femmes, tant de femmes subissent la barbarie dans leur chair. Je pense en particulier à nos sœurs iraniennes qui ont défilé dans les rues de Téhéran pour faire trembler l'un des pires dictateurs au monde : Ahmadinejad. Je pense à Neda, cette jeune Iranienne assassinée à l'âge de 26 ans. Nous avons tous vu cette image de Neda gisant sur le sol, le sang dégoulinant de sa bouche. Je pense à Nojoud Ali, cette petite Yéménite de 10 ans, qui a été mariée de force à un homme qui a trois fois son âge et qui s'est battue pour obtenir le droit de divorcer, et qui l'a obtenu. Je pense à Loubna Al-Hussein qui a fait trembler le gouvernement de Khartoum l'été dernier à cause de sa tenue vestimentaire...
« La pire condition féminine dans le globe, c'est celle que vivent les femmes dans les pays musulmans. C'est un fait et nous devons le reconnaître. C'est cela notre première solidarité à l'égard de toutes celles qui défient les pires régimes tyranniques au monde. Qui oserait dire le contraire ? Qui oserait prétendre l'inverse ? Les islamistes et leurs complices ?
« Certainement, mais pas seulement.
« Il y a aussi ce courant de pensée relativiste qui prétend qu'au nom des cultures et des traditions nous devons accepter la régression, qui confine l'autre dans un statut de victime perpétuelle et nous culpabilise pour nos choix de société en nous traitant de racistes et d'islamophobes lorsque nous défendons l'égalité des sexes et la laïcité. C'est cette même gauche qui ouvre les bras à Tarik Ramadan pour se pavaner de ville en ville, de plateau de TV en plateau de TV et cracher sur les valeurs de la République.
« Sachez qu'il n'y a rien dans ma culture qui me prédestine à être éclipsée sous un linceul, emblème ostentatoire de différence. Rien qui me prédétermine à accepter le triomphe de l'idiot, du sot et du lâche, surtout si on érige le médiocre en juge. Rien qui prépare mon sexe à être charcuté sans que ma chair en suffoque. Rien qui me prédestine à apprivoiser le fouet ou l'aiguillon. Rien qui me voue à répudier la beauté et le plaisir. Rien qui me prédispose à recevoir la froideur de la lame rouillée sur ma gorge. Et si c'était le cas, je renierais sans remords ni regret le ventre de ma mère, la caresse de mon père et le soleil qui m'a vu grandir.
« L'islamisme politique n'est pas l'expression d'une spécificité culturelle, comme on prétend ça et là. C'est une affaire politique, une menace collective qui s'attaque au fondement même de la démocratie en faisant la promotion d'une idéologie violente, sexiste, misogyne, raciste et homophobe.
« Nous avons vu de quelle façon les mouvements islamistes, avec la complicité, la lâcheté et le soutien de certains courants de gauche cautionnent la régression profonde qui s'est installée au cour même de nos villes. Au Canada, nous avons tout de même failli avoir les tribunaux islamiques. En Grande-Bretagne c'est déjà la norme dans plusieurs communautés. D'un bout à l'autre de la planète, le port du voile islamique se répand et se banalise, il devient même une alternative acceptable aux yeux de certains car c'est tout de même mieux que la burqa !
« Que dire de la démission des démocraties occidentales sur des enjeux primordiaux à la base du vivre-ensemble et de la citoyenneté tels que la défense de l'école publique, des services publics et de la neutralité de l'État ? Que dire des reculs en matière d'accessibilité à l'avortement ici même en France ?
[…]
« Rappelez-vous une chose : lorsque la religion régit la vie de la cité, nous ne sommes plus dans l'espace du possible, nous ne sommes plus dans le référentiel des doutes, nous ne sommes plus dans le repère de la Raison et de la rationalité si chères aux Lumières. Séparer l'espace public de l'espace privé en réaffirmant la neutralité de l'État me semble indispensable, car seule la laïcité permet de se doter d'un espace commun, appelons-le un référentiel citoyen, loin de toutes croyances et de toutes les incroyances, pour prendre en main la destinée de la cité.
« Monsieur Gérin, c'est à vous que je m'adresse, je voudrais vous parler, vous dire la peur que j'ai connu le 25 mars 1994 alors que j'habitais à Oran, en Algérie et que le Groupe islamique armé (GIA) avait ordonné aux femmes de mon pays le port du voile islamique. Ce jour-là, j'ai marché la tête nue ainsi que des millions d'autres Algériennes. Nous avons défié la mort. Nous avons joué à cache-cache avec les sanguinaires du GIA et le souvenir de Katia Bengana, une jeune lycéenne âgée de 17 ans assassinée le 28 février 1994 à la sortie de son lycée planait sur nos têtes nues. Il y a des événements fondateurs dans une vie et qui donnent une direction particulière au destin de tout un chacun. Celui-là, en est un pour moi. Depuis ce jour-là, j'ai une aversion profonde pour tout ce qui est hidjab, voile, burqa, niqab, tchador, jilbab, khimar et compagnie. Or, aujourd'hui vous êtes à la tête d'une commission parlementaire chargée de se pencher sur le port du voile intégral en France.
[…]
« Je dois vous avouer que je ne suis pas féministe et laïque par vocation, je le suis par nécessité, par la force des choses, par ces souffrances qui imprègnent mon corps car je ne peux me résoudre à voir l'islamisme politique gagner du terrain ici même et partout dans le monde. Je suis devenue féministe et laïque à force de voir autour de moi des femmes souffrir en silence derrière des portes closes pour cacher leur sexe et leur douleur, pour étouffer leurs désirs et taire leurs rêves.
>
> Il fut un temps où on s'interrogeait en France sur le port du voile islamique à l'école. Aujourd'hui, il est question de voile intégral. Au lieu d'élargir la portée de la loi de 2004 aux établissements universitaires, nous débattons sur la possibilité de laisser déambuler dans nos rues des cercueils. Est-ce normal ? Demain, peut-être c'est la polygamie qui sera à l'ordre du jour. Ne riez pas. Cela s'est produit au Canada et il a fallu que les cours (de justice) s'en mêlent. Car après tout la culture à bon dos lorsqu'il s'agit d'opprimer les femmes. Ironie du sort, j'ai constaté dans plusieurs quartiers que les jupes se rallongent et disparaissent peu à peu. La palette des couleurs se réduit. Il est devenu banal de camoufler son corps derrière un voile et porter une jupe, un acte de résistance. C'est tout de même une banlieue française qui est le théâtre du film /La Journée de la jupe./ Alors que dans les rues de Téhéran et de Khartoum, les femmes se découvrent de plus en plus, au péril de leur vie, dans les territoires perdus de la République française, le voile est devenu la norme. Que se passe-t-il ? La France est-elle devenue malade ?
« Le voile islamique est souvent présenté comme faisant partie de « l'identité collective musulmane ». Or, il n'en est rien. Il est l'emblème de l'intégrisme musulman partout dans le monde. S'il a une connotation particulière, elle est plutôt politique surtout avec l'avènement de la révolution islamique en Iran en 1979. Que l'on ne s'y trompe pas, le voile islamique cache la peur des femmes, de leur corps, de leur liberté et de leur sexualité.
« Pire encore, la perversion est poussée à son paroxysme en voilant des enfants de moins de cinq ans. Il y a quelques temps, j'essayais de me rappeler à quel moment précisément, en Algérie, j'ai vu apparaître ce voile dans les salles de classe. Pendant mon enfance et jusqu'à mon entrée au lycée, c'est-à-dire en 1987, le port du voile islamique était marginal autour de moi. À l'école primaire, personne ne portait le hidjab, ni parmi les enseignants, ni surtout parmi les élèves.
[…]
« A propos de mémoire, de quoi la France devrait-elle se souvenir ? Quelle est porteuse des Lumières. Que des millions de femmes se nourrissent des écrits de Simone de Beauvoir dont le nom est indissociable de celui de Djamila Boupacha. C'est peu dire. Il ne fait aucun doute pour moi que la France est un grand pays et ceci vous confère des responsabilités et des devoirs envers nous tous, les petits. C'est d'ailleurs pour cela qu'aujourd'hui, tous les regards sont tournés vers votre commission et que nous attendons de vous que vous fassiez preuve de courage et de responsabilité en interdisant le port de la burqa.
[…]
« Il faut comprendre par là que nos droits sont des acquis fragiles à défendre avec acharnement et qu'ils sont le résultat de luttes collectives pour lesquelles se sont engagés des millions de femmes et d'hommes épris de liberté et de justice. J'ose espérer, monsieur Gérin, que la commission que vous présidez tiendra compte de tous ces sacrifices et de toutes ces aspirations citoyennes à travers le monde et les siècles.
« A vous chers amis, s'il y a une chose, une seule, que je souhaiterais que vous reteniez de ces quelques mots, c'est la suivante. Entre une certaine gauche démissionnaire, le racisme de l'extrême droite et le laisser-faire et la complicité des gouvernements nous avons la possibilité de changer les choses, plus encore nous avons la responsabilité historique de faire avancer les droits des femmes. Nous sommes, en quelque sorte, responsables de notre avenir et de celui de nos enfants. Car il prendra la direction que nous lui donnerons. Nous, les citoyens. Nous, les peuples du monde… Par nos gestes, par nos actions et par notre mobilisation. Toutes les énergies citoyennes sont nécessaires d'un pays à l'autre au-delà des frontières. L'avenir nous appartient. La femme est l'avenir de l'homme disait Aragon. S'agissant d'homme, je veux en saluer un présent aujourd'hui, c'est mon père à qui je dois tout.
« Et je finirai par une citation de Simone de Beauvoir : «On a le droit de crier mais il faut que ce cri soit écouté, il faut que cela tienne debout, il faut que cela résonne chez les autres. »
« J'ose espérer que mon cri aura un écho parmi vous. »
Djemila Benhabib
« Chers amis,
« Merci mille fois de ce grand honneur que vous me faites, aujourd'hui, de me consacrer parmi les Femmes debout et de permettre à ma voix, celle d'une femme de culture musulmane féministe et laïque de résonner dans cette prestigieuse institution de la République. Merci à vous, mes amies de Femmes solidaires et de la Ligue du droit international des femmes pour votre travail acharné, permanent et indispensable que ce soit dans les quartiers, auprès des femmes victimes de violences et discriminations, des sans papiers ou encore au sein des politiques et des instances onusiennes. […]
« Voilà encore quelques années, je n'aurais jamais imaginé que ma vie de femme, que ma vie de militante serait si intimement liée au féminisme et à la laïcité. Je vous surprendrai peut-être en vous avouant que je ne suis pas devenue féministe en tournant les pages du Deuxième Sexe, ni en me plongeant dans ce magnifique roman d'Aragon, Les Cloches de Bâle, où il était question entre autres de Clara Zetkin et de Rosa Luxembourg, deux figures de proue du féminisme et de la paix dans le monde. Je ne suis pas devenue laïque en m'abreuvant de Spinoza, de Ibn Al-Arabi, de Descartes, de Ibn Khaldoun, ou de Voltaire, mon maître. Absolument pas.
« J'aurais pu tourner mon regard ailleurs pour me perdre dans cette enfance si heureuse que j'ai eue dans une famille généreuse, cultivée, ouverte sur le monde et sur les autres, profondément engagée pour la démocratie et la justice sociale. […] J'ai choisi de voir et d'écouter d'abord avec mes yeux et mes oreilles d'enfant. Plus tard, j'ai choisi de dire les aspirations de toutes ces femmes qui ont marqué ma vie pour que plus jamais, plus aucune femme dans le monde, n'ait honte d'être femme. […]
« En 1984, l 'Algérie adopte un code de la famille inspiré de la charia islamique. J'ai 12 ans à cette époque. Brièvement, ce code exige de l'épouse d'obéir à son mari et à ses beaux-parents, permet la répudiation, la polygamie, destitue la femme de son autorité parentale, permet à l'époux de corriger sa femme et en matière d'héritage comme de témoignage, l'inégalité est érigée en système puisque la voix de deux femmes équivaut à celle d'un homme tout comme les parts d'héritage.
[…]
« Pour ce qui est de la laïcité, j'ai compris sa nécessité lorsque, au tout début des années 1990, le Front islamique du salut (FIS) a mis à genoux mon pays l'Algérie par le feu et par le sang en assassinant des milliers d'Algériens. Aujourd'hui, on est forcé de constater que les choses n'ont pas tellement changé.
« Trop de femmes dans le monde se font encore humilier, battre, violenter, répudier, assassiner, brûler, fouetter et lapider. Au nom de quoi ? De la religion, de l'islam en l'occurrence et de son instrumentalisation. Pour refuser un mariage arrangé, le port du voile islamique ou encore pour avoir demandé le divorce, porté un pantalon, conduit une voiture et même avoir franchi le seuil de la porte sans la permission du mâle, des femmes, tant de femmes subissent la barbarie dans leur chair. Je pense en particulier à nos sœurs iraniennes qui ont défilé dans les rues de Téhéran pour faire trembler l'un des pires dictateurs au monde : Ahmadinejad. Je pense à Neda, cette jeune Iranienne assassinée à l'âge de 26 ans. Nous avons tous vu cette image de Neda gisant sur le sol, le sang dégoulinant de sa bouche. Je pense à Nojoud Ali, cette petite Yéménite de 10 ans, qui a été mariée de force à un homme qui a trois fois son âge et qui s'est battue pour obtenir le droit de divorcer, et qui l'a obtenu. Je pense à Loubna Al-Hussein qui a fait trembler le gouvernement de Khartoum l'été dernier à cause de sa tenue vestimentaire...
« La pire condition féminine dans le globe, c'est celle que vivent les femmes dans les pays musulmans. C'est un fait et nous devons le reconnaître. C'est cela notre première solidarité à l'égard de toutes celles qui défient les pires régimes tyranniques au monde. Qui oserait dire le contraire ? Qui oserait prétendre l'inverse ? Les islamistes et leurs complices ?
« Certainement, mais pas seulement.
« Il y a aussi ce courant de pensée relativiste qui prétend qu'au nom des cultures et des traditions nous devons accepter la régression, qui confine l'autre dans un statut de victime perpétuelle et nous culpabilise pour nos choix de société en nous traitant de racistes et d'islamophobes lorsque nous défendons l'égalité des sexes et la laïcité. C'est cette même gauche qui ouvre les bras à Tarik Ramadan pour se pavaner de ville en ville, de plateau de TV en plateau de TV et cracher sur les valeurs de la République.
« Sachez qu'il n'y a rien dans ma culture qui me prédestine à être éclipsée sous un linceul, emblème ostentatoire de différence. Rien qui me prédétermine à accepter le triomphe de l'idiot, du sot et du lâche, surtout si on érige le médiocre en juge. Rien qui prépare mon sexe à être charcuté sans que ma chair en suffoque. Rien qui me prédestine à apprivoiser le fouet ou l'aiguillon. Rien qui me voue à répudier la beauté et le plaisir. Rien qui me prédispose à recevoir la froideur de la lame rouillée sur ma gorge. Et si c'était le cas, je renierais sans remords ni regret le ventre de ma mère, la caresse de mon père et le soleil qui m'a vu grandir.
« L'islamisme politique n'est pas l'expression d'une spécificité culturelle, comme on prétend ça et là. C'est une affaire politique, une menace collective qui s'attaque au fondement même de la démocratie en faisant la promotion d'une idéologie violente, sexiste, misogyne, raciste et homophobe.
« Nous avons vu de quelle façon les mouvements islamistes, avec la complicité, la lâcheté et le soutien de certains courants de gauche cautionnent la régression profonde qui s'est installée au cour même de nos villes. Au Canada, nous avons tout de même failli avoir les tribunaux islamiques. En Grande-Bretagne c'est déjà la norme dans plusieurs communautés. D'un bout à l'autre de la planète, le port du voile islamique se répand et se banalise, il devient même une alternative acceptable aux yeux de certains car c'est tout de même mieux que la burqa !
« Que dire de la démission des démocraties occidentales sur des enjeux primordiaux à la base du vivre-ensemble et de la citoyenneté tels que la défense de l'école publique, des services publics et de la neutralité de l'État ? Que dire des reculs en matière d'accessibilité à l'avortement ici même en France ?
[…]
« Rappelez-vous une chose : lorsque la religion régit la vie de la cité, nous ne sommes plus dans l'espace du possible, nous ne sommes plus dans le référentiel des doutes, nous ne sommes plus dans le repère de la Raison et de la rationalité si chères aux Lumières. Séparer l'espace public de l'espace privé en réaffirmant la neutralité de l'État me semble indispensable, car seule la laïcité permet de se doter d'un espace commun, appelons-le un référentiel citoyen, loin de toutes croyances et de toutes les incroyances, pour prendre en main la destinée de la cité.
« Monsieur Gérin, c'est à vous que je m'adresse, je voudrais vous parler, vous dire la peur que j'ai connu le 25 mars 1994 alors que j'habitais à Oran, en Algérie et que le Groupe islamique armé (GIA) avait ordonné aux femmes de mon pays le port du voile islamique. Ce jour-là, j'ai marché la tête nue ainsi que des millions d'autres Algériennes. Nous avons défié la mort. Nous avons joué à cache-cache avec les sanguinaires du GIA et le souvenir de Katia Bengana, une jeune lycéenne âgée de 17 ans assassinée le 28 février 1994 à la sortie de son lycée planait sur nos têtes nues. Il y a des événements fondateurs dans une vie et qui donnent une direction particulière au destin de tout un chacun. Celui-là, en est un pour moi. Depuis ce jour-là, j'ai une aversion profonde pour tout ce qui est hidjab, voile, burqa, niqab, tchador, jilbab, khimar et compagnie. Or, aujourd'hui vous êtes à la tête d'une commission parlementaire chargée de se pencher sur le port du voile intégral en France.
[…]
« Je dois vous avouer que je ne suis pas féministe et laïque par vocation, je le suis par nécessité, par la force des choses, par ces souffrances qui imprègnent mon corps car je ne peux me résoudre à voir l'islamisme politique gagner du terrain ici même et partout dans le monde. Je suis devenue féministe et laïque à force de voir autour de moi des femmes souffrir en silence derrière des portes closes pour cacher leur sexe et leur douleur, pour étouffer leurs désirs et taire leurs rêves.
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> Il fut un temps où on s'interrogeait en France sur le port du voile islamique à l'école. Aujourd'hui, il est question de voile intégral. Au lieu d'élargir la portée de la loi de 2004 aux établissements universitaires, nous débattons sur la possibilité de laisser déambuler dans nos rues des cercueils. Est-ce normal ? Demain, peut-être c'est la polygamie qui sera à l'ordre du jour. Ne riez pas. Cela s'est produit au Canada et il a fallu que les cours (de justice) s'en mêlent. Car après tout la culture à bon dos lorsqu'il s'agit d'opprimer les femmes. Ironie du sort, j'ai constaté dans plusieurs quartiers que les jupes se rallongent et disparaissent peu à peu. La palette des couleurs se réduit. Il est devenu banal de camoufler son corps derrière un voile et porter une jupe, un acte de résistance. C'est tout de même une banlieue française qui est le théâtre du film /La Journée de la jupe./ Alors que dans les rues de Téhéran et de Khartoum, les femmes se découvrent de plus en plus, au péril de leur vie, dans les territoires perdus de la République française, le voile est devenu la norme. Que se passe-t-il ? La France est-elle devenue malade ?
« Le voile islamique est souvent présenté comme faisant partie de « l'identité collective musulmane ». Or, il n'en est rien. Il est l'emblème de l'intégrisme musulman partout dans le monde. S'il a une connotation particulière, elle est plutôt politique surtout avec l'avènement de la révolution islamique en Iran en 1979. Que l'on ne s'y trompe pas, le voile islamique cache la peur des femmes, de leur corps, de leur liberté et de leur sexualité.
« Pire encore, la perversion est poussée à son paroxysme en voilant des enfants de moins de cinq ans. Il y a quelques temps, j'essayais de me rappeler à quel moment précisément, en Algérie, j'ai vu apparaître ce voile dans les salles de classe. Pendant mon enfance et jusqu'à mon entrée au lycée, c'est-à-dire en 1987, le port du voile islamique était marginal autour de moi. À l'école primaire, personne ne portait le hidjab, ni parmi les enseignants, ni surtout parmi les élèves.
[…]
« A propos de mémoire, de quoi la France devrait-elle se souvenir ? Quelle est porteuse des Lumières. Que des millions de femmes se nourrissent des écrits de Simone de Beauvoir dont le nom est indissociable de celui de Djamila Boupacha. C'est peu dire. Il ne fait aucun doute pour moi que la France est un grand pays et ceci vous confère des responsabilités et des devoirs envers nous tous, les petits. C'est d'ailleurs pour cela qu'aujourd'hui, tous les regards sont tournés vers votre commission et que nous attendons de vous que vous fassiez preuve de courage et de responsabilité en interdisant le port de la burqa.
[…]
« Il faut comprendre par là que nos droits sont des acquis fragiles à défendre avec acharnement et qu'ils sont le résultat de luttes collectives pour lesquelles se sont engagés des millions de femmes et d'hommes épris de liberté et de justice. J'ose espérer, monsieur Gérin, que la commission que vous présidez tiendra compte de tous ces sacrifices et de toutes ces aspirations citoyennes à travers le monde et les siècles.
« A vous chers amis, s'il y a une chose, une seule, que je souhaiterais que vous reteniez de ces quelques mots, c'est la suivante. Entre une certaine gauche démissionnaire, le racisme de l'extrême droite et le laisser-faire et la complicité des gouvernements nous avons la possibilité de changer les choses, plus encore nous avons la responsabilité historique de faire avancer les droits des femmes. Nous sommes, en quelque sorte, responsables de notre avenir et de celui de nos enfants. Car il prendra la direction que nous lui donnerons. Nous, les citoyens. Nous, les peuples du monde… Par nos gestes, par nos actions et par notre mobilisation. Toutes les énergies citoyennes sont nécessaires d'un pays à l'autre au-delà des frontières. L'avenir nous appartient. La femme est l'avenir de l'homme disait Aragon. S'agissant d'homme, je veux en saluer un présent aujourd'hui, c'est mon père à qui je dois tout.
« Et je finirai par une citation de Simone de Beauvoir : «On a le droit de crier mais il faut que ce cri soit écouté, il faut que cela tienne debout, il faut que cela résonne chez les autres. »
« J'ose espérer que mon cri aura un écho parmi vous. »
Djemila Benhabib
dimanche 31 janvier 2010
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